Como controlar o excesso de Proteína

Quais são as proteínas?, e qual a quantidade que devemos comer? Proteína é um nutriente essencial para o nossa alimentação por isso vamos quebrar alguns mitos sobre o seu consumo . 

Quais são as proteínas?, e qual a quantidade que devemos comer?

Proteína é um nutriente essencial para o nossa alimentação por isso vamos quebrar alguns mitos sobre o seu consumo . 

O problema mais comum na alimentação da maior parte das pessoas , é que para além de consumir exageradamente gorduras saturadas e açúcares simples, tem também tendência para exagerar na proteína o que resulta em excesso de gordura acumulada, porque a maioria dos alimentos ricos em proteínas, particularmente aqueles de origem animal, são ricos em colesterol e gorduras saturadas, o que lhes vai provocar excesso de peso e obesidade.

As Proteínas, como os hidratos e lipídios, são necessários para que o nosso corpo possa realizar as suas funções adequadamente:

Contribuem então para a formação, crescimento e reparação de todos os nossos órgãos, são uma fonte de energia e mantem o nosso sistema imunológico forte , encarregam-se do transporte e armazenamento de nutrientes, entre muitas outras funções.

Podemos imaginar esta comparação:

As proteínas são como os materiais de construção e manutenção do organismo, são macromoléculas formadas a partir de unidades mais simples, como se fossem os tijolos e o cimento para pintar um edifício, ou seja, os aminoácidos.

Classificamos os aminoácidos como essenciais e não essenciais.

Aminoácidos Essenciais :

São aqueles que o nosso corpo necessita, mas não pode fabricar e deve, portanto, fornecer através da dieta.

Aminoácidos Não essenciais:

são aqueles que o corpo pode sintetizar e assim o nosso corpo tem a capacidade de criá-los.

No total existem 20 aminoácidos, oito dos quais são essenciais:

Leucina, Isoleucina, Fenilalanina, Lisina, Teonina, Triptofano, Valina e Metionina.

As proteínas encontram-se em diferentes alimentos, todas as células animais e vegetais contêm proteínas, mas as quantidades presentes nos alimentos variam amplamente. Mas isso não é apenas a quantidade de proteína que devemos considerar, também é importante a sua qualidade, o que depende dos aminoácidos que eles os alimentos contém.

As proteínas de origem animal geralmente têm um maior valor biológico (contém todos os aminoácidos essenciais necessários para o corpo), mas em contrapartida, são mais difíceis de digerir, uma vez que contem mais ligações entre os aminoácidos para quebrar, eles são ricos em colesterol e gorduras saturadas (carne vermelha, embutidos, laticínios …)

Atualmente, e nos países mais desenvolvidos existe uma ingestão inadequada de nutrientes, que causam sérios problemas na nossa saúde.

O consumo de proteína, especialmente de animais – Enchidos, como presunto, ou carnes vermelhas, cremes, molhos , comidas processadas, fritos, – é muito maior do que a dieta recomendada de consumo de grãos integrais, legumes e frutas que devem ser os protagonistas da nossa alimentação.

Este consumo elevado de proteína, especialmente de origem animal, é muito prejudicial e pode causar um aumento dos níveis de colesterol no sangue, aumento da excreção de cálcio, e um risco elevado de doença renal em pessoas propensas a este tipo de problema.

Este desequilíbrio, com excesso de gordura, açúcares simples e uma vida sedentária, são as principais causas de morte no mundo são as doenças não transmissíveis (problemas cardiovasculares, diabetes e cancro).

Uma dieta vegetariana pode fornecer quantidade adequada de proteínas?

As proteínas vegetais, ao contrário são de baixa qualidade biológica. Os legumes e nozes sem metionina e os grãos e sementes são deficientes em lisina. No entanto, se estes alimentos forem bem combinados , obtemos uma qualidade de proteína muito mais adequada, com um teor muito baixo de gordura.

Exemplos práticos de uma boa combinação seria:

  • Arroz de feijão vermelho,
  • Batatas com grão de bico, mas não seria correto por exemplo combinar leguminosas com carne.

Temos que ter em conta que, atualmente, existem alimentos de origem vegetal, tais como :

Tempeh, Tofu, Seitan, entre outros, que têm um alto de teor de proteína e sem resíduos nocivos (purinas) que têm o valor de proteína animal. Portanto, podemos viver perfeitamente sem carne ou peixe, se escolhermos devidamente e combinarmos bem as proteínas vegetais.

O problema e desafio das dietas vegetarianas é geralmente terem um défice de algumas vitaminas, como a B12, e alguns minerais, como o ferro.

Mas a questão não é se deves ou não ser um vegetariano, mas sim comer de forma correta e equilibrada.

Em conclusão, para manter o nível adequado de proteínas, necessário para o crescimento e reparação dos tecidos do nosso corpo, 10-15% do nosso consumo total deve vir de proteínas (animal ou vegetal).

Ou seja mais ou menos devemos calcular 0,80 gramas por quilo de peso corporal de uma pessoa.

EXEMPLO PRATICO :

Vamos supor que uma mulher adulta de 55 kg, necessita de 44 gramas de proteína por dia.

Se esta pessoa escolhe para comer um bife de 150 gramas, que contém cerca de 30 gramas de proteína, além de um prato de massa, 10 gramas e mais um iogurte, 4 gramas de proteína, já tem coberta as necessidades diárias de proteína nesta refeição.

O nosso verdadeiro desafio consiste em controlar o excesso de proteínas.

Por isso tem em conta que os especialistas aconselham a seguir uma dieta saudável, e variada, equilibrada e em quantidades suficientes.

Para conseguir realizar uma ingestão adequada de nutrientes, deves contribuir com 50-60% com hidratos de carbono (o mais complexo), 30-35% de gordura (saudável) e 10-15% de proteína em relação à dieta total consumida.

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